Sem gostosuras nem travessuras, hoje levantamos os games mais nojentos de todos os tempos
Halloween é época de doces e diversão nos Estados Unidos. Por aqui, a data não tem esse apelo popular, mas pelo menos é sua chance de tirar aquela fantasia do Capitão Kirk do armário e tentar dar uma de William Shatner em alguma festinha.
No meio da diversão, comes e bebes, acabamos esquecendo que o Halloween é um feriado de horror, dedicado ao medo e aos espectros malignos. No verdadeiro espírito da estação, em vez de escolhermos games assustadores, fomos pela rota dos mais nojentos. Afinal, se uma coisa não te dá medo, ela pode simplesmente te enojar o bastante para você entrar em desespero.
Splatterhouse | Namco | 1988 | Arcades, MegaDrive, TurboGrafx 16
O reboot da franquia nos consoles de nova geração tem, evidentemente, os gráficos bem melhores e mais sanguinolentos, mas o “Splatterhouse” original ganha no quesito nojeira. Lançado em 1988 nos arcades pela Namco, o game traz inimigos polêmicos, como bebês demoníacos, cruzes invertidas possuídas e um grau de violência e fluidos corporais viscosos alarmante, considerando a época. Nas versões de console, para evitar polêmicas e pais furiosos, muitas das opções moralmente e visualmente repugnantes de “Splatterhouse” foram suavizadas.
Boogerman: A Pick and Flick Adventure | Interplay | 1994 | Mega Drive, Super Nintendo
Superman voa mais rápido que uma bala, além de atirar raios laser pelos olhos e ser mais forte que quase qualquer ser vivo na face da Terra. Batman é um milionário obcecado em combater o crime, perito em todas as artes marciais e técnicas de investigação. Boogerman é um herói esfarrapado e meio fora de forma que se especializa em lançar melecas, arrotar e peidar com frequência sobre-humana. Super-nojento, sem dúvida.
Silent Hill 2 | Konami | 2001 | PlayStation 2
O design de criaturas de “Silent Hill” costuma ser decididamente perturbador e até nojento em diversos níveis, mas “Silent Hill 2” merece uma menção especial por introduzir o enigmático, assustador, imprevisível e repugnante Pyramid Head. O vilão é perturbador até o limite, com sua cabeça escondida por uma pirâmide de metal e suas roupas ensanguentadas. A cena na qual ele aparece fazendo sexo com criaturas chamadas Mannequins também não ajuda muito na reputação decrépita do monstro e do game.
Dead Space 2 | EA | 2011 | PC, PlayStation 3, Xbox 360
O primeiro game da franquia mostrou que não adianta ir para uma estação espacial ultra-moderna, criaturas repugnantes ainda vão assustar, desmembrar e enojar você a cada esquina. A sequência leva tudo além, com mais monstros inchados em áreas estranhas, esticados em áreas inoportunas e com mais garras do que deveria ser aceitável. O fato de Isaac Clarke estar beirando a insanidade também não ajuda muito. Limpar os corredores cheios de membros decepados dos necromorphs deve ser um dos serviços mais nojentos para a equipe de manutenção.
Conker’s Bad Fur Day | Rare | 2001 | Nintendo 64
No geral, o primeiro – e único – game estrelando o esquilinho vermelho Conker é apenas moralmente abrasivo. O protagonista é um beberrão ganancioso que vive em um mundo tão amoral quanto, com guerras eclodindo entre esquilos e ursinhos de pelúcia, entre outras atividades desagradáveis. A classe do game vai pelo ralo, literalmente, quando Conker enfrenta um monte de bosta falante, que vive em um vale séptico, cantando uma ópera sobre arremessar dejetos nas pessoas. Para vencer essa ameaça, o esquilo se vale de uma arma simples, porém eficiente: rolos e mais rolos de papel higiênico e, por fim, uma descarga.
Plataformas: _Xbox 360_ | _PS3_ | _PC_ | _PS2_ Categoria: _especiais_
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